Hoje passei o dia inteiro com uma dor insuportável no pescoço. Aliás, faz algum tempo que desconfio que meu pescoço não está muito bem. Mas hoje foi terrível.
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Ainda tive que trabalhar 8h hoje, o que costumeiramente não reclamaria, mas foi difícil agüentar meu pescoço.
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Mas nada está tão ruim que não possa piorar, já diria um grande parafraseador.
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Ao meio-dia comi num restaurante que servia um dos piores e mais duros bifes da minha vida. Lembrei-me de uma matéria, se não me engano na Playboy, que falava do Bife Charles Bronson.
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(Pergunta retórica): Mas por que esse nome tão estranho?
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Elementar, demasiado elementar, meu caro Watson: frio, duro e com nervos de aço.
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Sou carne de pescoço.
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Estou imitando o último post da
Audrey. O que não é nenhum demérito. Quem sabe um dia eu escreva parecido.
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Hoje pretendo dormir cedo, porque a vida é dura. E porque os sonhos de ontem foram muito bons. Sempre há a esperança de continuá-los. Ou torná-los realidade.
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Creio que sou um espírito livre.
Com essas palavras Borges inicia o prefácio de seu melhor livro que já li,
El Aleph, cujo conto homônimo já havia baixado e lido em espanhol.
Obviamente há coisas chatíssimas como um conto chamado Os Teólogos que quem não for da área não agüenta dois parágrafos sem fazer um esgar de desgosto. Li até o final por teimosia.
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-É o raio, ele disse, o raio do telefone.
Atendeu. Era o raio do telefonema que ele esperava há alguns meses. E o raio que a tempestade lá fora trovejou destrui a linha telefônica e o raio do telefonema perdeu-se e o raio do telefone partiu-se contra a parede, primeiramente, e depois contra a calçada defronte o edifício.
Raios o partam!
Nunca fui de colocar imagens em meus antigos blogs. Quem visitá-los (
http://assimfalhouzaratustra.blogspot.com e
http://www.assimfalhouzaratustra.blogger.com.br ), verá que somente postava figuras em ocasiões nada corriqueiras e no início do primeiro blog, quando ainda não sabia o que fazer com um blog.
Porém os tempos mudam, as pessoas também, que dirá as opiniões. As minhas, sempre disse, têm prazo de validade. E por obras do acaso (ou seria do meu ocaso?) começarei a desperdiçar meu tempo procurando imagens no google para ilustrar posts. Por quê?
Razões simples, demasiado humanas. Imaginei que, como não tenho opção de alterar o fatídico layout, postar imagens talvez melhorasse o tal do visual e etc e tal.
Quem diria que meu TCC sobre internet serviria de algo? Já consegui diagnosticar melhorias no design.
(Quase três anos após formado, mas a quem isso interessa?)
Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow-
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.
I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand-
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep- while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?
Edgar Allan Poe, 1827.
(Areias em sonhos dentro de sonhos. Não é mera coincidência.)
Um dia ou uma noite – entre meus dias e minhas noites que diferença existe? – sonhei que no chão do cárcere havia um grão de areia. Voltei a dormir, indiferente; sonhei que despertava e que havia dois grãos de areia. Voltei a dormir; sonhei que os grãos de areia eram três. Foram, assim, multiplicando-se até encher o cárcere e eu morria sob esse hemisfério de areia. Compreendi que estava sonhando; com enorme esforço despertei. O despertar foi inútil; a inumerável areia me sufocava. Alguém me disse: “Não despertaste para a vigília, mas para um sonho anterior. Esse sonho está dentro de outro, e assim até o infinito, que é o número dos grãos de areia. O caminho que terás de desandar é interminável e morrerás antes de haver despertado realmente”.
Trecho do conto ‘A escrita do deus’ in O Aleph – J.L. Borges, 1972
É a noite e a água fria, gelada, que desce a garganta. É a noite do dia, e é o dia que desaparece pelas frestas das negras nuvens. É o desespero desamparo desatino. É o cinza.
A chuva traz saudades. Saudades de um tempo que foi, sem nunca ter realmente ido, e perdeu-se no dédalo do espaço nulo. O caminho da noite, pela chuva, é o temor de que nunca mais amanheça, de que o sol para sempre esconda suas verdades.
O dia submergido, engolido vorazmente pelo medo. É como um pesadelo, ou um caminho tantas vezes bifurcado no qual perdemos o norte e os sentidos. E apesar do banho, nunca antes tão encharcado, a despeito da água do mundo, das corredeiras do vazio e da cascata que desaba impiedosamente, não obstante esse amontoado de sinônimos e alusões pluviais, a verdade é apenas uma e irreversível: estou chovendo muito mais do que lá fora.
Prezado Oficial Militar,
Venho por intermédio desta pedir a minha dispensa do serviço militar. A razão para isto é bastante complexa e tentarei explicar em detalhes:
Meu pai e eu morávamos juntos e possuíamos um rádio e uma televisão. Meu pai era viúvo e eu solteiro. No andar de baixo, moravam uma viúva e sua filha, ambas muito bonitas, sem rádio e nem televisão.
Eu me apaixonei pela viúva e casei com ela. Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com esta. Neste momento, começou a confusão.
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Muito bem, como não consigo editar o layout do tipos, a ajuda não funciona e não encontro em lugar algum links com emails de contato, vou disponibilizar o endereço do atual blog, que será oficial até a migração daquele para este, se é que isso ocorrerá algum dia.
http://assimfalhouzaratustra.blogspot.com
Sem mais, subscrevo-me.