13/02 - Quarta
Acordei ontem pelas 16h e fui caminhar. A praia do Campeche é grande, abundante em areia e bastante freqüentada por surfistas e suas surfetes. Bem em frente fica a ilha do Campeche, que por motivos financeiros e de força maior, não visitei. À noite saí, mas para minha surpresa não tinha nenhum bar aberto com um movimento digno de tal nome. Depois, analisando racionalmente, depreende-se o seguinte: Florianópolis tem metade da população de Londrina. Logo após o carnaval, quando já não é mais alta temporada, seria demais pedir balada na terça. Nessas horas a gente reclama de Londrina, mas só acharemos coisa melhor em alguma capital do país.
Voltei pra casa e sonhei que encontrava a tumba de uma antiga rainha egípcia que se materializava em minha frente e queria que eu fosse o genitor de seus sucessores.Foi um sonho tipo filme do Indiana Jones. No final, depois de tudo resolvido, Antonio Fagundes me pediu pra que eu casasse com sua filha que mora na Alemanha. Eu consenti.
* * *
A noite passada foi a mais tranqüila de todas, sem chuvas nem ventos, talvez por isso os sonhos tomaram conta da minha cabeça. Ontem a loira do acampamento (impressionante como tem loira por aqui) me disse que a previsão do tempo era de chuva forte. Como no Brasil raramente a previsão do tempo acerta, ainda mais no litoral onde o clima é muito mais volúvel, apostei no sol, que se mostrou o dia inteiro, e nao comprei uma lona nem uma arca pra me abrigar do dilúvio. Na mosca: céu estrelado e apenas uma leve brisa para refrescar Morfeu.
Agora, de acordo com a posição do sol são 8h30. O bom de ficar em acampamentos é que, querendo ou não, você sempre acaba acordando cedo, pois a barraca começa a ficar abafada. Daí no máximo 9h você está pronto pra aproveitar a praia. Em um hotel ou pousada tem aquele colchão confortável, ar condicionado, TV, frigobar e mil outros itens desnecessários que apenas te distraem pra que não aproveite a vida.
O sul surge por entre as nuvens que logo se dissiparão e eu me pergunto se tento mais uma noite aqui na ilha ou subo pra Camboriú, Joinville ou Curitiba. Enquanto me debato nestas questões cruciais para o futuro da humanidade, vou à praia caminhar e pegar um sol.
12h
Às 11h voltei, céu de brigadeiro sobre mim. Não há uma nuvem no céu, espetáculo da natureza que levaria qualquer ser são da consciência a ficar mais um dia na praia. Mas considerando minhas prioridades e a facilidade do retorno, entre outros aspectos, vou levantar acampamento e me mandar pra Camboriú, o Balneário, pegar uma praia poluída e achar um camping. A ilha foi legal conhecer e certamente voltarei. Mas o tempo urge e o dinheiro aperta.
16h
Cheguei em Camboriú, o Balneário, pelas 14h30. De Itapema, peguei um caminho que passa pelas praias do Estaleirinho, Pinho (que é a primeira praia de nudismo do Brasil. Mas paga pra entrar), Laranjeiras, entre outras. Achar o centro de informações turísticas na cidade é um desafio, pois repentinamente a sinalização desaparece. Descobri que há apenas três campings por aqui, só um deles no centro, que foi o escolhido, por razões demasiado óbvias, desnecessário justificá-las.
Camboriú, o Balneário, está muito lotada(o). Não imaginei tudo isso porque quando passei dois dias aqui ano passado não tinha muita gente às vésperas do carnaval, imagine depois. A cidade fica irreconhecível a cada ano que passa, prédios cada vez maiores, praia suja, repleta de esgotos e argentinos e nenhum sol à tarde. Em Campeche fiquei admirado com a quantidade de cães soltos na areia, matilhas sem dono pra lá e pra cá. Talvez seja a única da ilha que permita o banho canino.
Como de costume, há uma bela loira na recepção do camping. Dedicarei um capítulo especial às loiras catarinenses. Agora durmo porque à noite é festa.
Publicado em 22 de fevereiro de 2008 às 22:26 por zaratustra