15/02 - Sexta
Minha viagem, na verdade, começou uma semana antes, no carnaval, mas só decidi contar as histórias quando estava sozinho no camping. Relato agora, resumidamente, as peripécias carnavalescas.
Às vésperas do carnaval choveram (hein? hein?) notícias de alagamentos e desmoronamentos em SC. Fomos meio receosos. Saímos daqui às 22h, em 3 pessoas. Em Curitiba subiu mais um passageiro e chegamos em São Francisco do Sul pelas 6h30, com o sol nascendo, e já entramos em um bar para as primeiras cervejas da praia. Quando alugamos e fomos pra casa, eu já estava pra lá de Joinville.Dormi a tarde inteira. À noite choveu e bebemos e jogamos carta. E, pra variar, varamos a noite para ver o sol nascer de novo (como se pudesse ser diferente de um dia pro outro...o que não fazemos por um convite feminino). Todos foram dormir depois de ter a certeza de que sim, o sol ainda estava lá, e o esperto Zaratustra resolveu caminhar por toda a praia da Enseada, que quem conhece sabe: é grande pacas. Coisa de bêbado, enfim. Voltei à casa pelas 10h, sem conseguir chegar ao final da praia, arrastando o que sobrava de mim pelos bueiros e valas da cidade. Fiquei imprestável o resto do dia. Lá se foram dois dias de carnaval.
Segunda de carnaval acordei e me mandei pra Itapema, onde alguns parentes passavam as férias. Quando voltei à noite, parecia que as outras dezenove pessoas da casa estavam quebradas, jogando cartas lentamente. Mas me empolguei e finalmente fui à avenida. Não se sabe ao certo o que aconteceu, mas o que reaparece em minha memória é um bando de desocupados ligando a TV da sala no volume máximo pra ver a apuração das Escolas de Samba de SP, no dia seguinte. O detalhe é que eu dormia na sala. Xinguei os deuses e os mundos e todos sabemos que fiquei imprestável por mais um dia. Mas não tinha problema, porque minhas férias começariam apenas na quarta de cinzas...em Floripa!
Foram quatro dias com praia de dia e balada à noite. Coisa chatíssima. Descobri ainda um bar que vende porção de fritas soldada no queijo. Isso mesmo: a porção é colocada sobre a mesa, repleta de queijo por cima e com um maçarico o garçom faz o queijo derreter por entre as batatas, como uma solda. No mesmo bar, no banheiro masculino, há um quadro belíssimo que reproduz nas costas de mulheres nuas as capas de alguns discos do Pink Floyd. Obra-prima esta que a muito custo consegui achar na net e reproduzo aqui.
Infelizmente, minha memória só foi capaz de guardar estes dois episódios pitorescos, e também a companhia feminina da noite, agradabilíssima, mas não o nome do bar, razão pela qual não tenho como recomendar. Mas pergunte pela batata soldada em Floripa, os manés provavelmente conhecem. Deve ser moda lá pelas margens do Tejo. Fui ainda em um ótimo bar, que este sim lembro o nome, chamado John Bull, onde só tocam os melhores rocks e blues já feitos em toda a história da humanidade, com uma banda muito boa e animada, e bem freqüentado, solteiramente falando. E pra finalizar, uma passadinha num restaurante árabe pra ver belas moças dançando o ventre. Ah, sim, e provar uma esfiha.
Após esse quatro dias, começou meu calvário nos campings, histórias já conhecidas por vocês, meus fantasmas.
Amanhã, como prometido, uma nota sobre as loiras catarinenses como epílogo destas histórias, já demasiado pessoais pro meu gosto. Quase um big brother num blog.
Big Blogger Brasil.