Assim Falhou Zaratustra

Falcão e Casagrande

Aleluia, shalom shalom, meu bom alá!

Recentemente tenho lido alguma coisa sobre civilizações antigas. Os fantasmas que acompanham meu blog já devem ter lido no blog predecessor um texto sobre os sumérios, antiga civilização mesopotâmica. Neste texto falo sobre a deusa que presidia a preparação da cerveja: Nin-kasi. Descobri recentemente que a cerveja não era exatamente um privilégio sumério, mas difundida por toda civilização mundial que viveu antes daquele cara nascer. Posso citar como exemplo os egípcios e os minóicos.

Os egípcios, como todos sabem, viviam no Egito. O antigo Egito estendia-se desde o delta do rio Nilo, chamado Baixo Egito, até as chamadas sete cataratas, que por dedução já teríamos de chamar de Alto Egito. Por volta de 3.500 a.C., um único governante dominava toda a região, e entrou pra história o sortudo chamado Menés, que construiu uma capital circundada por muralhas brancas, e deu-lhe o nome de Mênfis. Foi aí que surgiu a primeira dinastia de faraós, que foi sucedida por outras 29, até a conquista do Egito por Alexandre em 332 a.C. Faraó significa apenas e tão somente "casa grande", ou seja, Galvão Bueno tem ao seu lado um faraó em cada transmissão de futebol.

Desde antigamente, nos longínquos tempos d'antanho de outrora, era uma vez várias aldeias (ou eram umas vezes?), e cada uma possuía sua própria divindade protetora. Obviamente os líderes, espertos que são, atribuiam a si mesmos poderes místicos. Alguns diziam que sua autoridade vinha do deus Set, retratado como um feroz animal de focinho comprido, que pra mim parece algo como uma raposa ou uma hiena, outros do deus falcão Hórus. De acordo com hieróglifos que pude decifrar, Hórus era filho de Osíris, deus da natureza, que já havia governado o Egito junto com sua irmã e mulher Ísis, até ser esquartejado pelo seu ciumento, pulha e cretino irmão Set. Ísis recolheu as partes (!) de Osíris, ressuscitou-o e, desta forma, Osíris tornou-se deus dos mortos.

Hórus e seu execrável tio Set engalfinharam-se então em uma terrível disputa pelo poder, que começou com uma queda de braço, partiu para um jogo de varetas e terminou com o dominó. Set então acusou Hórus de voar para ver suas peças e então arrancou-lhe um olho. Hórus então, já puto da vida com o tio, não via a hórus de tudo aquilo acabar e decidiu transformá-lo em eunuco para abaná-lo enquanto dominava a população. Set então castrado foi por Hórus e Geb, deus da terra, que ninguém nunca tinha ouvido falar, mas era o juiz da disputa, declarou Hórus campeão. Em outras palavras, todo "casa grande" que assumisse o poder seria a encarnação do deus Hórus, o único líder, e após sua morte, descansaria ao lado de seu pai Osíris nas terras dos falecidos, enquanto seu herdeiro encarnaria o grande deus-falcão. (Aliás, essa história de falcão e casa grande tá parecendo muito com jabá da globo, mas infelizmente, não é, para tristeza de meu bolso).

A dieta básica de um egípcio era pão e cerveja. As festas dos faraós, como sempre em todas as festas de governantes de todas as eras do mundo, eram bem variadas: pães, figos e tâmaras como acepipes, o prato principal geralmente era ganso assado no espeto (os primórdios do churrasco) e pra molhar a boca, cerveja e vinho à vontade. Nada mal.

O calendário egípcio continha 12 meses de 30 dias. Os outros cinco dias sem meses eram para comemorar os nascimentos de Osíris, Ísis, Hórus e até de Set e sua mulher Néftis

Havia também o deus Tot com cabeça de íbis, que teria transmitido a habilidade da escrita aos meros mortais. Outros deuses eram Cnum, um carneiro, a deusa Hator, como uma vaca, Sobec, como crocodilo. Mas a imaginação foi mais longe quando criaram a deusa Taweret. Creio eu que algum barril de cerveja deve ter estragado e uma alucinação coletiva acometeu todos os egípcios, pois a moça tinha cabeça de hipopótamo, dorso e cauda de crocodilo, patas de leão e seios de mulher.

Ao contrário de outras religiões, esta não possuía um livro sagrado ou conjunto de mandamentos, e tudo era representado pela deusa Maat: justiça, verdade, ordem e honestidade, lema este derivado de uma civilização extraterrestre de um planeta chamado Thundera, cujo mote era "justiça, verdade, honra e lealdade".

Antigos espíritos do mal...

Lá pela quarta dinastia surgiu o deus do sol chamado Ra, que se tornou a principal divindade egípcia. Foi criada a cidade de Heliópolis e todos os faraós agora se autoproclamavam filhos de Ra. Por volta de 2000 a.C. um carinha lá da cidade de Tebas conseguiu chegar ao poder, então a divindade daquela cidade, chamada Amon, deus do ar e da luz, passou a ser importante. No final de toda essa conversa, Amon se fundiu com Ra, belíssima união esta que deu origem ao mais poderoso deus de todo Egito: Amon-Ra! Os habitantes de Thundera já haviam brigado com um primo do mal dele, chamado Moon-Ra, Mas o olho de Thundera prevaleceu e os antigos espíritos do mal foram catar coquinho no Saara.

Continua no próximo post

Publicado em 02 de março de 2008 às 20:27 por zaratustra

Comentários

    • Caracoles. Eu nunca imaginei que falcão, casagrande e moon-ra fossem tão importantes. tu ves. acho que por isso o egito ganhou a copa da africa....auhauhaua
    • por Eduardo
    • 05.Mar.2008 às 19:23 - Permalink - Reportar
    Eduardo
    • Meio ruim... Mas da para aceitar, não algumas coisas.
    • por isabel
    • 25.Mai.2008 às 15:17 - Permalink - Reportar
    isabel
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