Assim Falhou Zaratustra

Álcool de Nós



Quem viagem sobressalta
sobre surra a vergonha
da colheita?
Quem indago direciona?

Sobre terras malditas
bendigo o mal que faço
O acaso é, de um certo modo, um quase
é um maço de fumo incerto
é um certo Quasímodo ao acaso

Quem espreita o dito,
cujo rei e súdito é seu inverso?

Quem origens indaga
e sobre vidas esconde a alma,
reflete os erros
de suas vistas?

Quem sexo necessita?
Quem esdrúxulo reconhece?

O álcool em nossas feridas
alivia a dor que em mim cresce

O álcool em nós
dá-nos um ar renovado,
medonho,
com pequenas fissuras. Ao lado
(em nossas feridas) vivem vermes
vivem vida, vivem erros, espelhos
que cortam e viram feridas
inflamam e viram pus
Pusilânimes, vontade é vertigem.

Vão!
Nossas feridas pelo álcool curadas são

És tu, mulher, meu álcool. Regenera-me.

Sou tua ferida.

Publicado em 21 de março de 2008 às 13:04 por zaratustra

Comentários

    • wow, muito bom. qdo li o titulo pensei em álcool bebida. dããã sendo q tava falando em ferida rsrsrs. só eu mesmo.
      bem forte e ousado, gostei
    • por Fábio Ritter
    • 22.Mar.2008 às 00:20 - Permalink - Reportar
    Fábio Ritter
    • ih to viajando mais q pensava, tinha dito q tava no titulo as feridas, agora vi q não, tá "nós" hehehe, desculpe o equívoco.
    • por Fábio
    • 22.Mar.2008 às 00:21 - Permalink - Reportar
    Fábio
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