
Não agüento mais. Ultimamamente tenho sonhado muito com tigres, leões e outros felinos gigantescos me atacando. De alguma forma, sempre escapo deles intacto, me escondendo em quartos da casa, correndo pela cidade ou em labirintos.
Nunca morri. Em meus sonhos. Há uma crença de que quando morremos em nossos sonhos, não mais acordamos. Quando criança, continuamente eu sonhava que rolava penhasco abaixo, mas antes de me espatifar contra o chão, acordava, suor aos cântaros, mas vivo. Da mesma forma, quando sonhava que me afogava, sem ar - seja pelo nariz trancado de algum resfriado, seja por apnéia involuntária - quando me via prestes a engolir água pelos pulmões, acordava de súbito, da mesma forma retro descrita.
E agora os gatos selvagens.
Borges, em trecho de um seu conto aqui reproduzido, fala sobre a morte num sonho. O que exaspera é nunca ter a certeza de que os sonhos são realmente inofensivos. São janelas ao desconhecido, sem leis. Tentar entendê-los pode ser perigoso. Morfeu, deus grego dos sonhos, poderá ser vingativo.
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* Alusão ao poema Um sonho num sonho, de Edgar Allan Poe, na versão em português e no original, que, como sempre, é melhor, pois é, obviamente, o original.
monstro da TV? Não to lembrado não
31.03.08 12:08 - Zaratustra - amnésia alcoólica
berga, e aquele sonho estranho do monstro da tv??? bjs
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